segunda-feira, 25 de junho de 2012

Um dia especial...

Meu irmão de fé me chamou no portão, me lembro como se fosse hoje, era um dia frio, nublado, e garoava. Peguei cerca de 30 pães de mel, coloquei em uma bolsa térmica e lá fui eu com o meu parceiro. Eramos duas crianças apenas, uma com 12 e a outra com 13 anos de idade, mas o nosso sofrimento já não era de uma criança, e muito menos a nossa atitude. Era uma campanha de Israel na fé de Abraão e nosso objetivo era o extremo...    Aquele dia, marcou para sempre nossas vidas, que a esta altura, já era um sacrifício vivo, afinal, tínhamos aberto mão de nossa própria vida, do conforto de nosso lar, de aproveitar nossas férias escolares, de estar junto de nossa família, pra tomar uma atitude que aos olhos humanos era loucura. Não contamos pra ninguém, pois sabíamos que os "adultos" iriam nos proibir, dizer que era perigoso sair para gerar nosso voto, mas sinceramente, não dá pra explicar o que estava dentro de nós, era uma revolta viva e latente, sangue nos olhos mesmo. E partimos para o sacrifício.Tínhamos 30 pães de mel para vender, algo simples aos olhos humanos mas... Andamos horas incontáveis, quilômetros e quilômetros, mas parecia que  estávamos no deserto, foi terrível...
Debaixo de garoa e sob um frio terrível, não tinha quase ninguém na rua, naquela tarde de segunda-feira, e não aparecia nenhum comprador.  Nossos olhinhos se enchiam de lágrimas, pois não aceitávamos tudo aquilo, mais de 4 horas na rua e... nem um doce vendido!  Nossos pés estavam cheios de bolhas, a barriga reclamava de fome, e o corpo, já estava cansando e a ponto de se abater...  
E assim foi, 8 horas na rua e... NADA! Absolutamente NADA, nem R$1,00 vendido...  Passamos por umas três cidades e nada... E o que fizemos? Cabisbaixos, tristonhos, com os pés sangrando, a fome reinando, as lágrimas nos olhos, e todos os nossos pães de mel, intactos, bem como vieram, voltamos para a casa. Sim, estávamos em uma situação difícil, mas... Deus é Deus... E no caminho de volta para a casa, decidimos rumar para a IURD, e lá,bem lá, foi muito forte!  
Só de lembrar hannnn... Entramos na igreja, e a experiência que eu tive com Deus, foi tão extrema quanto o meu sacrifício... O tecladista naquele exato momento começou a cantar uma canção do cantor J.Neto que diz em seu início bem assim: " Como esta seu coração? Como vai a sua fé? Chegou o momento, de conquistar, o que Deus tem pra você..."  as lágrimas não puderam ser contidas, Deus me enxergou! Yeah... Pra ser sincera, eu cheguei na IURD me sentindo uma inútil, na minha cabecinha, pensava que Deus estava desapontado comigo pois em uma missão tão pequena eu havia falhado... E Deus através daquela canção começou a falar forte comigo. Me esqueci do desgaste físico, da fome, enfim... Parecia que todos haviam sumido do salão e só estava eu e meu paizinho ali... Só nós dois. Foi muito forte. 
Talvez você esteja perguntando: Tá Caroline, bacana, bela experiência, mas e ai? O que você quer dizer com isso?
O que quero dizer, é que quando se trata de sacrifício, a vida é o mais importante. Eu estava me preocupando com o financeiro, mas percebi que de nada adiantaria colocar milhões no altar, se a minha própria vida lá já não estivesse. É assim irmãos da fé, o sacrifício financeiro é a perna direita, e o espiritual a esquerda, e sem as duas, o nosso sacrifício é coxo, defeituoso. O nosso Isaque, o nosso extremo, tem de ser perfeito, pois o que esperamos de Deus, também o é...
Estamos vivendo o propósito mais forte que ocorre na Igreja Universal, a Campanha da Fogueira santa de Isarael, que é a oportunidade de mudança e transformação de nossas vidas, não deixe essa oportunidade passar, vá para a fé,  e lembre-se sempre de ser : O sacrifício vivo!
Os resultados desta Fogueira Santa, o meu testemunho, eu conto outro dia, pois esse post esta muito longo guerreiros rsrsr. Falei de mais já.

Ahh, esta ai a canção que o tecladista cantou e que Deus falou fortemente comigo...

Na fé e na guerra, Caroline Benaia

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