quarta-feira, 27 de junho de 2012

Zoando o barraco...

OK, OK. Eu sei que você deve ter se assustando com o título do post, como assim? =O? É uma expressão até meio forte né? Concordo plenamente, mas voltemos ao que importa.   O que eu tenho a relatar é uma experiência um tanto quanto engraçada, mas creio que se Deus colocou em nosso coração é porque vai ajudar a muitos...  Cheguei na igreja menininha (pelo menos pra mim 12 anos ainda o é) e criança é criança. Criança não tem maldade, malícia, vaidade (pelo menos as crianças normais).  E eu tinha muitos amigos p.a.s ( os adolescentes naquele período na IURD eram chamados assim), e todos eram muito de fé...
Quando chegávamos da escola, almoçávamos, colocávamos a primeira roupa que víamos pela frente e então com o nosso caderninho de baixo do braço íamos evangelizar. Eram tardes maravilhosas de baixo de sol escaldante, ou de frio severo. Não ligávamos, era sempre assim. Depois íamos direto pra IURD, nem passávamos em casa para nada. Hahá. É isso mesmo... Ha-rá-rá-rá. não importava se era quarta-feira, sexta ou um dia qualquer de reunião, lá estávamos nós, a galerinha da fé. Mas ai é que esta, nós íamos evangelizar de camiseta, um jeans qualquer e um tênis. Soávamos a camisa, afinal, andar horas de baixo do sol... Daí você deve imaginar né? Os aromas maravilhosos que nós exalávamos kkkkk. Mas nós nem nos tocávamos, que todos a nosso redor estavam arrumadinhos, limpinhos (cheirosos) principalmente em dias de quarta-feira, dia de buscar o Espírito Santo. Eram cerca de 20, ou 25 adolescentes malucos, e pirados, só um ou dois que tinha bom senso e tomava pelo menos um banho antes de voltar para a IURD. Era cruel. Mas eramos como disse crianças. Ninguém dizia nada pra gente. Até que um dia, essas crianças cresceram (só um pouco), e se tornaram mocinhas e mocinhos de seus 14, 15 anos. Muitos foram levantados a obreiros, outros tantos estavam sempre na fé e na guerra. Sabe aquelas camisas de evento? Aquelas que se usa na fogueira santa? De campanha sabeeee? Como por exemplo a do templo de Salomão? Ha-rá-rá-rá. Era nosso uniforme de guerra, uma camisetona bem grande, GG mesmo, o cabelo preso ou em coque, as unhas todas ruídas (só o Pai das luzes), uma calça jeans qualquer, um tênis no caso dos rapazes, ou até a boa e velha rasteirinha no caso das meninas. Era assim uê, íamos evangelizar, vender para gerar nossos sacrifícios, lavar a igreja...  E essas atividades requerem roupas confortáveis, então, uníamos o útil ao agradável. Até que um dia, o pastor chama todos na salinha, as moças, os rapazes e começa a descer o fogo: " Pô pessoal, vocês estão de brincadeira né?" Um olhava pra cara do outro, com uma cara de paisagem, sem nada entender... " Se analisem pessoal, olha a roupa que vocês estão usando? Hein obreira, que camisa é essa? Cabem dois de mim ai dentro.. E esse cabelo? Ou melhor, arapuca? E você negão! Pô negão, o tênis todo sujo malandro! Ai não pessoal, ai vocês zoam o barraco... 
Olha, aquele dia foi terrível. ( Eu era bagunçada mas limpinha tá? kkkk) Só que alguns amigos ainda não conheciam o desodorante por exemplo, era triste. Mas quanto a nossas vestes, era normal, sempre foi assim, desde que eramos pototótinhos, e ninguém nunca nos disse nada. Começamos então a reparar nos membros, no pastor, na esposa... Ficamos envergonhados... O pastor também nos ensinou, que quando íamos buscar a presença de Deus, devíamos nos arrumar como se fosse pra encontrar nosso noivo(a), era o nosso melhor em tudo, tinha de ser a melhor roupa, o melhor sapato, o melhor perfume, afinal, nosso Senhor  Jesus merece toda consideração...  Desde esse dia, passamos a considerar mais e mais o Espírito santo, pois isso também é uma oferta. Somos o templo do Espírito Santo, e esse templo, deve mostrar fora, a beleza que também existe dentro..  



Na fé e na guerra, Caroline Benaia

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