terça-feira, 20 de novembro de 2012

E eu parei, analisei, como mudei!

Eu me lembro quando era mais nova, quando fazia pouco que havia sido levantada a obreira, ou mesmo quando era do P.A, quando era tia... Eu levava tanto fogo! Porque? Porque eu era menina moleca, atrapalhada, doidinha, corria pra lá, pra cá,  eu era uma criança! E me esforçava tanto para mudar, para me tornar mais séria, digna de respeito e de temor... E toda a vez que eu tentava mudar, eu dava mais problemas! Fazia coisas que não davam certo... E como eu chorava! Ficava indignada em como eu podia ser tão imatura, leviana, como era inútil os meus esforços em mudar! 
E foi ai que eu decidi ser como massinha de modelar nas mãos de Deus, e não me preocupar com o que os outros pensavam, mesmo que as vezes minhas atitudes pareciam erradas aos olhos dos homens, mesmo quando eu era a "criança atrapalhada", que não fazia nada direito, eu sabia que Deus se agradava de mim, porque eu era sincera e fazia o meu melhor para Deus.
E hoje eu estava analisando, quanto tempo eu não sou chamada a atenção por ser imatura, desatenta, ou por ter atitudes que não condiziam com a minha idade e "título", quanto tempo eu não dou problemas. E graças a Deus por isso.
Mas como eu mudei? Foi natural, o agir de Deus, eu deixei de me preocupar em ser o que eu não era, eu deixei de querer agradar aos homens, e mesmo levando fogo, eu continuava sendo e fazendo pra Deus como  sempre, e Deus foi me moldando, lapidando, tirando de mim os excessos. Sim, ainda tenho muitas falhas, muitos erros, as vezes ajo como criança em algumas coisas, mas saiba, quando o Espírito Santo age, quando você permite que ele aja, a mudança é natural, dia após dia, ele vai te lapidando, feito uma escultura, que dia após dia, o artista vai criando novas formas, novos sulcos, novos detalhes...
Seja, espiritualmente falando, uma massinha de modelar nas mãos do Espírito Santo, e seja humilde para dar ouvidos, a sua meiga voz, e reconhecer, que tem que mudar.

Na fé e na guerra, Caroline Benaia




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