terça-feira, 13 de novembro de 2012

O nosso maldito egoísmo

Todos podem querer negar, dizer que não são egoístas,mas te provo.
Quantas não são as vezes que você abre a porta do seu guarda roupa e diz: Eu não tenho nada pra vestir! POxa... Mas a realidade não é esta. Seu guarda roupa pode não estar cheio, pode não ter as roupas da última moda, daquela grife maravilhosa que você ama, você pode não ter aquele sapato, O sapato, mas o que calçar você têm sim, o que vestir também. Mas só sabe abrir a boca para reclamar. Será que por um segundo você pensa em quem REALMENTE não têm o que vestir? Creio que não, mas esse é um exemplo básico e bobo de todas as vezes que somos egoístas. Quantas vezes você, que é até mesmo um obreiro, acha que seus problemas são maiores que os de todo mundo? E você se esquece de um pequeno detalhe: Você têm Jesus, você têm tudo, e as pessoas que sofrem ai pelo mundo, além de viverem uma vida infernal, não têm um protetor, um pai de amor.
Eu era muito egoísta, pois sou a caçula, todos os meus irmãos são anos mais velhos que eu, sendo assim, tudo o que eu queria, eu tinha. E ao sinal do menor probleminha, eu considerava aquilo uma tragédia,  ohohoho como eu sofro, poxa... Eu era uma grande mimada, isso sim. Quando conheci a Deus, as coisas mudaram muito. Eu passei a enxergar os problemas dos outros, pude perceber que o mundo não girava ao redor da órbita do meu umbigo, porém, muitas coisas me estragaram, principalmente quando eu entrei na obra, por ser bem novinha, e devido a outras coisas, eu era muitoooo mimada por muitos obreiros, e pelos pastores que passavam pela minha IURD.
Mas uma coisa aconteceu, que me fez cair na real. O meu pai adoeceu, descobriram um câncer, e em 6 meses, eu via meu pai, com apenas 35 kilos (ela pesava 98), usando fraldas, comendo por uma sonda no nariz, e sem as cordas vocais, sem poder falar. Eu via os tumores dele estourando pelo corpo, via ele tentando se comunicar, passando vontade pois não podia ao menos beber água, e dormir era quase um sonho diante dessa situação. E eu só sabia esbravejar, podia ver me pai assim, mas quando ele, através de gestos, dizia que queria morrer, e ir logo pra Jesus eu ficava revoltada. Como assim, como ele pode? Morrer? Querer morrer? Em momento algum eu me colocava no lugar dele, só pensava em mim, em como eu iria sofrer, por perder meu pai a quem eu tanto amava, mas não pensava na dor quase insuportável que ele sentia, em como era difícil toda aquela situação. Então, Jesus levou meu pai. Foi dolorido, eu sofri, rangi os dentes, mas ao final de tudo isso, eu sai muito mais amadurecida, e pude perceber, o quanto fui, por toda a minha vida, uma egoísta, e dessa maneira, impedia até mesmo Deus me usar mais.
Hoje não sou egoísta? As vezes sim, pois infelizmente sou humana, mas busco sempre, tentar olhar como Jesus olharia, agir como ele agiria, e principalmente amar como Ele amou.
Afinal, Jesus foi, é, e será eternamente o maior exemplo de altruísmo, de sacrifício, renuncia, ao próximo, que  já existiu.


Na fé e na guerra, Caroline Benaia


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