quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A menor, a mais feia, a mais insignificante...

Eu preciso dividir essa experiência com vocês, por que afinal, esse mal atinge a todas as mulheres, é como se fosse um espírito do qual precisamos nos libertar, umas ele atinge de maneira maior, e a outras de maneira menor.
Genteee, eu sempre fui pequenininha, chaveirinho, eu até fui um bebê bonito, mas quando chegou na infância eu não era lá uma criança de aparência, era baixinha, bem gordinha, meu cabelo era todo cheio de nó, rs' o nariz parecia a fonte de catarro inesgotável, e sim eu era esquesitinha.  Me vestia igual a um menininho, mas no fundo, eu era uma menina bacana, de coração muito bom, que só queria ter amiguinhos...
As meninas me achavam estranha de mais, eu não tinha aquelas roupas rosas, cheias de fru fru, e muito menos os meninos queriam saber da minha companhia, eu me sentia um alien.
E assim foi indo, as crianças só chegavam para me zoar, xingar, desprezar, e isso doía de mais
Ai eu arrumei uns amiguinhos, e eles eram tão estranhos quanto eu, a gente ficava no fundo da escola fazendo trabalhos de magia negra, e outras tantas esquisitices, e resultado: As pessoas me zoavam não só pela aparência, mas por que eu era estranha, e andava com gente incomum.
Então na 5ª série eu me mudei de escola, e foi ai, que as coisas começaram a mudar...
Eu conheci um grupo de Patricinhas, e me juntei a elas. Eu só me preocupava com a aparência, com as roupas, em ser a melhor, fazia coisas péssimas, tratava as pessoas mal, queria diminuir elas, mas era um espécie de vingança, por tudo o que eu já tinha passado.
Sim, eu havia emagrecido, me vestia bem, andava com as populares,mas mesmo assim, dentro de mim, eu continuava me achando aquela menininha feia, gorda, humilhada, desprezada, e sem amigos. E quando eu precisava de um ombro amigo, as minhas amigas patys, não estavam lá, eu não podia contar com ninguém.
No meio delas, eu continuava sendo feia, a mais feia, e foi ai que...
Eu não tinha alegria de viver, eu só vivia trancada no meu quarto, e só saia para ir até a escola, e lá, vivia com um sorriso no rosto, com a aparência de superior, mas por dentro dó Deus sabe.
Ai eu entrei no obscuro mundo da anorexia e da bulimia, a ponto de passar um dia todo, só com um copo de leite no estômago, e haviam dias em que eu só bebia água, e quando a fome apertava, eu comia uma maçã.
E se em algum dia, eu comesse demais, e me descontrolasse eu ia até o banheiro, e tcharam: Enfiava o cabo da escova de dentes na garganta, ou o cabo da escova de cabelos, e  vomitava.
Então passei um mês crítico, sem comer nada, só bebendo água, e como resultado, fiquei um mês internada no hospital com uma pneumonia que quase me matou, inerente ao meu estado imunológico que estava fragilizado devido a falta de alimento.
Então eu conheci o Senhor Jesus, aos meus 12 anos, aleluia!
Quando eu cheguei até a igreja, eu era ainda esquisita (não que hoje eu não seja kkkk), curtia rock, me vestia toda de preto, usava um kilo de lápis de olho, e lambia o meu cabelo todo para trás, fazia um trança e estava pronta.
Eu me vestia assim por que eu odiava aparecer, o preto era neutro, iria me esconder dos olhares de julgamento das pessoas, se eu usasse o cabelo preso,melhor ainda! Nem seria notada.
E foi ai que eu conheci a Deus, nossa, que glorioso, mas mesmo assim, mesmo tendo conhecido o pai de amor, eu ainda tinha um pouco de  complexo. Eu olhava para as obreiras, para a esposa, e nossa, que lindas! E me sentia menor que elas,feia, insignificante, sentia que todas eram melhores, e eu a menor....
Mas é ai é que esta, eu SENTIA,  e o sentimento não presta, faz com que venhamos agir com o coração.
Então um belo dia, o próprio Deus falou comigo, que ninguém era perfeito, todos sempre achariam defeitos, uns se consideravam altos de mais, outros baixos de mais, outros gordos, outros magros em demasia...
E que eu deveria me sentir honrada, afinal, eu sou imagem e semelhança do altíssimo, poxa, que honra!
E então, eu passei a me aceitar, do jeito que eu era, passei a me amar, amar a minha altura, o meu cabelo, mesmo sabendo que eu não era perfeita, me achava a perfeição.
Um detalhe interessante, é que fazia cerca de uns 5 ou 6 anos, que eu não soltava o cabelo, e o marco do dia em que eu decidi me amar, e me aceitar do jeito que eu era, e deixar o complexo de lado, eu soltei o cabelo Rs'
Pode parecer simples isso, comum, mas há 6 anos eu não sabia o que era isso.
Hoje eu sinto prazer e alegria em me arrumar, me maquiar, me pentear, para o Senhor Jesus, hoje eu me amo, hoje eu sou muito elogiada, mas por que? Por que eu sou linda? Não! Por que primeiramente eu tenho a maio beleza do universo: O Espírito Santo, e segundo por que eu me amo.
Eu sei que tenho defeitos, que nunca serei perfeita, que muitos podem me criticar, dizer que sou assim, que estou assim, que estou assada, mas isso não me deixa para baixo, eu não deixo as críticas entrarem.


“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pe 2.9)
Tá vendo só que glorioso? Vamos deixar de nos jogar para baixo, vamos amarrar esse espírito chamado complexo, e vamos nos amar, somos preciosas de mais, princesas do criador.

Na fé e na guerra, Caroline Benaia




Um comentário:

Pamela Araújo disse...

Concordo já tive complexo por ser magra demais é horrível principalmente em ambiente escolar, óbvio que dps de conhecer o Senhor Jesus tudo mudou, a parti do momento que o Amei, e Ele me amou, eu passei a me amar também.