quinta-feira, 9 de maio de 2013

A senhorita perfeita

Bem, vamos lá. Vou abrir meu coração e ser bem sincera, como sempre fui com vocês... Eu tinha a mania de julgar. Quando cheguei na igreja, fui ensinada que julgar era errado, que nem Jesus o fazia, então aos poucos, eu fui largando esse hábito sabe. Quando nasci de Deus, ai então me sentia muito mal, só de pensar em julgar alguém.
O problema é que o tempo passa, e as vezes esquecemos dos pequenos detalhes, das raposinhas. E começamos a regredir. Isso mesmo. Voltamos sem perceber a velhos hábitos, porque relaxamos. 
E eu comecei a julgar as pessoas, mas não com palavras não. Pelos meus pensamentos. 
Eu pensava puxa, olha só, como ela faz corpo mole, poderia ter feito assim, poderia ter feito assado, mas não, preferiu fazer desse jeito. Nossa olha o que a fulana falou, o que o beltrano fez, puxaaaaa...
Mas quando eu parava para me "analisar" sempre fazia vista grossa. Isso mesmo. Haa, eu não estou julgando ninguém não, não vi palavra nenhuma sair da minha boca... Foram só pensamentos, maus pensamentos que eu não amarrei, ha, mas também não só de ferro né... 
E nessa desculpinha eu fui me sentindo bem distante de Deus. E eu me recordo que eu ouvi uma palavra que ficou na minha cabeça:
" Quando você julga alguém, você esta se colocando na posição de superior, está brincando de Deus."  
E foi impactante para mim. Até Deus, é misericordioso, compassivo, dá chances e chances para as pessoas, e eu? Quem sou eu para julgar a atitude de um irmão meu? Eu nem sei o que ele está passando, o que o levou a tomar certa atitude, mas mesmo assim eu prefiro apontar o dedo.
E depois disso, bem, depois disso eu me abri com aquele que pode resolver, e senti como se uma carga muito pesada me fosse retirada dos ombros. Devemos vigiar com os pequenos detalhes, as raposinhas, pois são eles, os detalhes, que nos reprovam ou aprovam diante de Deus.

Na fé e na guerra, Caroline Benaia


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