terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Uma candidata a obreira #Parte 1

Olá meninas hoje começamos a nossa nova série:
Uma candidata a obreira....  Vai ser muitttoooooo boa eu garanto que Deus vai falar com vocês a cada nova postagem. Você tem desejo de servir a Deus como obreira, então acompanhe, tenho certeza que essas experiências vão te ajudar. Vamos lá ao primeiro capítulo?

Como eu posso esquecer daquela quarta-feira? Estava eu ali.... No fundo do salão, a igreja estava lotada, e o Pr anuncia então os novos obreiros. Chamou cerca de doze pessoas, e pediu para que dobrassem os joelhos no altar, pois receberiam a unção, a consagração de obreiros, e a partir dali, eram os novos soldados alistados para a guerra, a seara.
Eu deveria ter ficado feliz, afinal, novos trabalhadores foram levantados... Mas eu fiquei arrasada.Me sentia invisível, pequena, transparente. Afinal, não fazia uma semana o Pr disse que queria me entrevistar, que se eu estivesse "certinha" seria levantada a obreira, na próxima "remessa".  Na busca eu nem conseguia ficar em Espírito, a minha voz estava embargada, em meio a tantas lágrimas, e aquele sentimento de "injustiça", eu só sabia questionar a Deus porque não EU? 
Quando a reunião acabou, todos foram felicitar os novos obreiros. E eu? Eu corri pro banheiro pra chorar. Que injustiça heim! Eu ali, firme e forte, e Deus não olhou pra mim, há um ano na fé, na guerra, ganhando almas, servindo, e Deus passa os olhos pela terra e não me vê... Um ano que eu estava ali, e não estava naquele altar! Vi pessoas que chegaram depois de mim, mas já estavam lá no altar recebendo a consagração, e eu deixada de lado.... O que me faltava? Que tristeza heim.... Nem pra servir eu servia. Mas afinal, quem iria enxergar uma menina de 13 anos... Estabanada, que não fazia nada direito, mas pelo menos era sincera...
Amém né, decidi ficar no meu cantinho. No colo de Deus. 
No caminho para casa eu fiquei pensando, o que me faltava, o que meu Deus? Então tá né.... Mas aquele sentimento, aquela coisa, mais parecia inveja do que qualquer outra coisa.... Dentro de mim eu pensava," É.... Mas aquela lá, nem vem na igreja direito, não vi trazer uma alma até hoje...." " Vishe, aquele lá então... " Era como se eu me sentisse melhor que todos os outros servos, mais digna, e  injustiçada....
Quinta lá estava eu, ainda chorosa, emburrada. Limpando os banheiros e indignada: " Meu Deus, cadê os novos obreiros? Tá vendo só, eu tô aqui, e cadê eles? Devem estar em casa dormindo, haha. Obrigada por ter se esquecido de mim..." Na sexta eu ali, com a cara de tacho e o sorriso amarelo, nem conseguia estender as mãos direito, pra queimar o capeta, eu via eles, os novos obreiros lá, e eu ali, sentada no banco, e eu batendo um papinho com Deus: " Meu pai, é o seguinte, não tô afim de estender as mãos e mandar fogo, e sabe porque? Porque eu queria estar ali, rolando no chão, exercendo a minha autoridade, mas o Senhor se esqueceu de mim.... Que graça têm estender as mãos? Do que adianta? Estou fora! "
Sábado participei do jejum dos impossíveis, e novamente eu estava irada, no clamor esbraveja com Deus, ecoava gritos de revolta e injustiça.... A reunião então acabou, desci pro estacionamento, vaguei, vaguei, estava realmente arrasada, e me sentei na escada do batistério. Foi quando ele passou por mim, estava sério, continuou com os passos duros, mas do nada, deu meia volta, e veio na minha direção... Ele estava com cara de realmente bravo, parou na minha frente, olhou nos meus olhos,bem no fundo deles, parecia que ele sondava a minha alma, e ficou ali cerca de dez segundo me encarando olho no olho...

To Be Continued...   

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