quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uma candidata a obreira #Parte 3

Começava ali então a minha pior batalha até os dias de hoje: a luta interior. Poxa foi difícil parar para reconhecer que eu estava "enganada" sobre o meu batismo com o Espírito Santo, mas a verdade é que bem lá no fundo eu sabia que algo andava errado comigo, sendo assim Deus trabalha com a certeza e se há 1% de dúvida então é porque não é coisa de Deus rs. Na busca eu chorava copiosamente, achava que deveria sentir... E sim! Eu sentia! Chorava, era aquela sensação boa, aquela coisa gostosa, mas era a dita emoção. Eu chorava porque lembrava dos meus problemas. Porque me fazia de coitadinha e pensava que ia comover a Deus, se eu jogasse na cara dele, todas as injustiças e humilhações pelas quais eu passava.  Então eu caia no choro, e logo em seguida vinha aquela sensação de bem estar. Até que um dia, depois da mesma ceninha de sempre, eu em lágrimas, comecei a "adorar", e ali comecei a falar em línguas... Ali veio então a "certeza", pois para mim ter o Espírito Santo era falar em línguas e isso eu já havia conseguido. Fora que no fundo eu queria o Espírito Santo para ser obreira. Em nenhum momento pensava no destino da minha alma. Agia como menina mimada, que só queria que seus anelos fossem atendidos. Caramba! Mas não pensem vocês que eu vivia no pecado. NEGATIVO. Eu era toda certinha, dizimista, ia a igreja todos os dias, lia a bíblia, jejuava, orava, ou seja era religiosa. Mas no fundo, eu andava certinha porque queria o Espírito Santo para ser obreira. E tinha ouvido falar que o diabo conhecia quem estava mal com Deus, e eu não queria ficar em dívida com ele. Vai que um dia ele manifesta e me aponta... Temor a Deus e amor pelo que ele fez por mim? NADA! Mas o importante é que Deus usou o servo dele para falar comigo. Decidi então ser sincera com Deus e pedir ajuda. Eu comecei então a me entregar de corpo, alma e espírito. Me destitui de interesses e só queria a presença de Deus e a minha salvação. Nessa entrega Deus começou a me mudar, a tira ronque não agradava a ele, a me ensinar a ser mulher de Deus. Até que aquela sexta - feira chegou .... Eu não queria ir, mas elas insistiram muito , então eu fui....  mas não quis ir só. Por isso chamei as minhas amigas do P. A. E então lá me fui.....

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