segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Uma candidata a obreira #Parte 9

Cheguei eu naquela IURD, tão pequenina. Era o dia D. Lembram-se meninas? Em Interlagos.... Enfim, era tudo diferente, eu não tinha as minhas amigas, eu não conhecia ninguém ali, então fiquei quietinha no meu canto, esperando para entrar no ônibus. 
Foi beeeeeemm diferente. Mas enfim, IURD é IURD, aonde quer que estejamos, somos uma família. Situações bem engraçadas aconteceram, e inclusive, nem conseguimos entrar no cartódromo = ( Masss...
Então chegou o meu primeiro domingo, pensava eu que seria como na minha IURD, onde o povo me bajulava, inclusive o Pr. Mas para minha surpresa, lá todos foram muito simpáticos, só cumprimentaram, e foram para o seu canto. Buáaaaaaa. E fora a pregação, ia iniciar-se uma fogueira santa de Israel, e o Pr pregou sobre tirar as sandálias do orgulho, e se despojar de tudo... Eu confesso, naquela hora, Deus me mostrou que eu estava sendo rebelde, orgulhosa, de ter saído da minha IURD, que estava do lado de casa, para ir até uma, que era preciso pegar dois ônibus. Eu estava achando que ia solucionar o meu problema, fugindo do pastor auxiliar, mas estava agindo de ma fé, fugindo, e não encarando o problema de frente como deveria. Ali eu entendi o que Deus queria de mim, mas confesso que não fugi de lá... Fiquei naquela IURD por mais 6 meses. Geeeeenntteee kkkkkkkkkk Até então eu não havia saído do mundo P.A (Tf Teen), e de repente, eu me via numa IURD que não tinha nem Força Jovem, então, me vi eu, entrando para o Grupo de evangelização. Foi diferente, massss, eu ameiiii, gente, que benção, eu aprendi a evangelizar, (Eu até evangelizava no P.A, mas era diferente, entendam) , comecei a fazer visitas aos aflitos... Me lembro que aos domingos, saímos por volta das 14 horas, e só regressávamos as 17:30, quando não, quase 18 horas. RS. Ali também, entrei na EBI, que tinha bem pouquinha tia, poxaaaaa, eu me apaixonei por aquele trabalho, e aprendi muito. Eu lembro que minha vida era corrida, mas só tinha os sábados e domingos, para me dedicar. Era especial, ali eu não tinha bajulação, paparicos, eu não era vista como a "menininha", mas sim, como outra serva, que estava ali a disposição de Deus. 
Em um belo dia, estava no carro, com um casal de obreiros, e o Pastor, ele disse então: - Olha, eu não tenho fé não, eu não levanto menor de 18 anos! 
Na hora, eu me entristeci, mas amém né, eu estava ali para servir.
Quando foi na quarta-feira, ele me chama de canto e me diz: - Olha minha filha, tenho uma coisa para você ( ele me deu a camiseta da campanha da fogueira santa, que teve como tema Moisés, VI , OUVI, E DESCI) , e me disse: - Olha, a partir de domingo, pode colocar o uniforme preto e branco tá? A partir de hoje, você é uma colaboradora.
Eitaaa Deus! Eu meu Pai? Mas o Pastor disse que não levantava menores, mas como então, e porque, estou eu de colaboradora? Entendi nada. 
E chegou aquele domingo, lindo, maravilhoso, era santa ceia! É claro que eu não servi, mas sim, as obreias me ajudaram a preparar... Que privilégioooooo huhu. 
Fiquei feliz, tão feliz, mas eu me sentia incomodada, pois ali não tinha FJU. Então fui conversar com o Pr.
- Olha Pastor, preciso falar com o Senhor, a força da igreja, é a força Jovem, e eu sinto muita falta deste trabalho aqui, o que o senhor acha, de começarmos esse trabalho aqui...
Ele mudou de expressão, me olhou sério...

Mal sabia eu, do que viria por aí... Confiram no próximo, e último Post, de um candidata a obreira. 



Um comentário:

Isabella Oliveira disse...

Tô terminando de ler!!m Muito boa a história!!