domingo, 14 de dezembro de 2014

O salto alto e a sapatilha

Quem não gosta de um belíssimo par de sapatos de salto alto? Eu amoooo, até porque sou bemmmmm baixinha, bem mesmo, rs. O salto nos deixa mais elegantes (desde que saibamos andar, né? rs), alinhadas, alonga, e fica visualmente muito bonito. Mas existem aqueles sapatos que nossa, são lindos na vitrine, mas nos pés não dá. São extremamente desconfortáveis e doloridos, apertam aqui, ali, machucam, criam bolhas, e diante desse transtorno todo, mais vale uma boa sapatilha, uma rasteirinha, rs. Mas eu conheço mulheres que o sapato pode estar arrancando um pedaço da pele, mas elas NÃOOOOO tiram, porque simplesmente a sua imagem conta e muito, e o sapato apesar de machucar, deixa o look perfeito, o pé quando se olha está lindo demais, mas só elas sabem a dor quase que insuportável, para falar a verdade elas vivem de aparência.
Eu prezo mais o conforto que a aparência, prefiro estar não tão elegante, mas me sentindo bem para ir aonde quer que seja.
Exatamente assim é com a nossa vida espiritual. O ser humano têm a péssima mania de se preocupar com a sua aparência e posição diante dos demais, ainda que isso lhe cause tanta dor, e sofrimento.
Eu já fui assim... Quem nunca? Mas existem momentos que devemos simplesmente dar um basta, dizer chega, e abrir mão de tudo aquilo que apesar de "bonito", nos machuca. 
Eu tinha o hábito de ser a senhora tudo posso. Estava em tudo, em todos os lugares. Na escola eu estava em todos os projetos, na equipe de edição da revista do colégio, no grupo de maratona de história, fora os tantos trabalhos (Diga-se de passagem eu tinha 22 matérias), cursava o pré-vestibular, era obreira, filha, irmã; na igreja vestia a camisa do jejum, da FJU, da EBI, ajudava no TF, as vezes nas coisas da evangelização, cuidava de 3 reuniões semanais, e UFFA. Mas a verdade era que eu não estava conseguindo dar o melhor de mim em nada. Não tinha tempo, até tentava, mas eu vinha me saindo medíocre em tudo, mas apesar de tantas responsabilidades, de estar calçando um sapato muito fechado, eu era orgulhosa demais para reconhecer que: " Não, eu NÃO sou uma super mulher." Sabe quando eu me dei conta de que eu precisava me livrar desse orgulho? Quando tantas responsabilidades começaram a me deixar tão cansada, que tudo isso me custava o tempo que antes eu tinha com Deus. Até a oração era as pressas, leitura da bíblia só quando dava, enfim, perdi a minha essência. Quando eu percebi o nível que eu me encontrava, eu precisei renunciar. Renunciar o pedestal, a aparência, e abrir mão de muitas coisas. no início me doeu. Mas depois eu vi o quão sábia foi a minha escolha. Nada do que eu fazia era desnecessário ou à toa, porém eu não era mulher polvo genteeeemmm, então comecei a elencar as minhas reais prioridades, a começar pela vida com Deus, e depois vi aquilo que independente de tudo, é impossível abrir mão, e depois as coisas que eu fazia e me comprometia, mas que não eram prioridade. E assim foi, no começo estranhei, mas depois percebi que eu estava mais feliz e realizada do que nunca, antes até estressada eu andava, rs. Hoje eu não faço mais tantas coisas, não cuido mais de  tantas outras, mas o pouquinho que tenho, eu tenho a certeza que faço com qualidade, e que posso dar o melhor de mim. Sei que não foi fácil descer do salto alto, mas foi a melhor escolha. Talvez o seu salto alto não seja o mesmo que o meu, mas têm também te machucado, e afetado assim como no meu caso, a sua vida com Deus. Quer um conselho? Desça o quanto antes, e você então verá que foi uma ótima escolha.

Beijinhos Mil <3 nbsp="" p="">
Na fé e na guerra, Caroline Benaia.



Um comentário:

Pamela Araújo disse...

Poisé né bê, mas pra pessoa descer do salto tem que haver humildade, saber reconhecer que não tá dando conta, e se ela realmente reconhece, ela não se arrepende, porque o alívio é imediato.